O Distrito Federal estará devidamente representado no Circuito Sul-Americano de Vôlei de Praia. A etapa de Coquimbo, no Chile, terá um morador da Ceilândia-DF na disputa. Léo Vieira, de 27 anos, fará dupla com o paraibano Jô, com quem venceu o último Circuito Challenger, disputado em terras candangas. Conheça o ceilandense que representará o Brasil em mais um torneio da modalidade.
Léo tem 1,80m e joga há 10 anos — se tornou profissional há sete. Nessa trajetória, já enfrentou jogadores consagrados, como a dupla Alison e Bruno Schmidt. Léo, junto ao antigo parceiro Averaldo, do Tocantins, foi o primeiro a derrotar a Alison e Bruno após as Olimpíadas Rio-2016. O brasiliense já foi parceiro de ninguém menos que o campeão olímpico em Atenas-2004, Ricardo Santos, e do “Rei dos Reis”, Luizão.
Com apenas 27 anos, Léo carrega alguns títulos na bagagem. Entre as conquistas, estão a temporada 2018 do Circuito Challenger, a etapa de Maringá-PR do Circuito Banco do Brasil Nacional 2015/16, a etapa do Equador do Circuito Sul-Americano 2014/15, entre outras medalhas de ouro, prata e bronze. Confirmando a popularidade, o atleta desbancou Ricardo, Bruno, Alison, Emanuel e foi eleito o Craque da Galera em 2015, em votação pela internet. Nada mal para quem nem gostava de vôlei, não é?!
Sobre essa história de não gostar do esporte, Léo explica como e quando isso mudou. “Depois das Olimpíadas Atenas-2004, quando eu vi o Brasil ganhando tanto na praia quanto na quadra, passei a gostar. Comecei a jogar vôlei de quadra pela APCEF (Associação Pessoal da Caixa Econômica Federal, clube esportivo do DF), disputei uns campeonatos brasileiros, aí depois comecei a jogar na praia e gostei. Jogava com uns amigos na Ceilândia, e hoje estou aqui”, conta o atual campeão geral do Circuito Challenger.
Léo é um exemplo de que há talentos a serem lapidados nas periferias, não só do DF, mas de todo Brasil. O jogador fala sobre isso. “Com certeza falta incentivo. Não temos locais para a prática, não temos investimento, Você precisa se deslocar para jogar, e isso gera um custo, muita gente desiste porque não tem nenhum apoio. Aqui, perto de casa, mesmo, tem uma quadra na qual muita gente joga, mas o pessoal acaba desanimando com o tempo. Talentos são desperdiçados porque não se tem investimento, não tem ninguém que dê o devido apoio. Queria muito que esse quadro mudasse”, afirma.
Para a disputa do Circuito Sul-Americano de Coquimbo-CHI, Léo, o parceiro Jô e o treinador Ernesto já fizeram um estudo dos adversários antes da competição começar. Léo, inclusive, aponta as duplas de Chile e Argentina como os principais adversários, além da outra dupla do Brasil. Isso não o intimida, a princípio. “Espero trazer o título para o Brasil e para Ceilândia, minha cidade natal!”.
O Circuito Sul-Americano de Coquimbo, no Chile, começa na próxima quinta-feira (31) e vai até o dia 3 de fevereiro.






