Brasil tem início difícil, mas impõe seu ritmo no terceiro set e vence a Bulgária 

Foto: Davidson Courlan

Por Wemilly Cardoso

A seleção feminina de vôlei entrou em quadra neste sábado (6), às 11h, para enfrentar a Bulgária. A torcida do Distrito Federal mostrou que sabe receber uma competição como a VNL, chegando e montando o clima nas arquibancadas antes mesmo do apito inicial.

A Bulgária chegou ao confronto embalada pela vitória sobre a República Dominicana e começou o primeiro set muito bem, pressionando o Brasil e chegando a abrir quatro pontos de vantagem, mesmo diante da torcida adversária. No entanto, foi perdendo ritmo ao longo da partida e, no terceiro set, simplesmente desapareceu de quadra, sem conseguir acompanhar o ritmo imposto pelo Brasil.

O primeiro set já mostrou o ritmo do jogo: Bulgária e Brasil jogaram de forma equilibrada, com a seleção brasileira vencendo por 25 a 23. Foi no segundo set, porém, que a equipe brasileira começou a se soltar em quadra, acertando passes e toques e reduzindo os erros da parcial anterior. A Bulgária cometeu muitas falhas que pesaram no resultado, e o Brasil aproveitou para abrir vantagem e fechar em 25 a 17.

O terceiro set foi o mais dominante da seleção. Com o saque afiado — foram dez pontos de saque na partida — o Brasil não deu chances à Bulgária e fechou a parcial em 25 a 13, mostrando que, quando em sincronia, tem um potencial difícil de ser contido. O técnico José Roberto Guimarães comentou sobre a virada de chave:

“O nosso saque fez uma grande diferença. Depois, começamos a tocar em mais bolas no bloqueio e na defesa e criamos mais problemas para a Bulgária.”

A oposta Kisy Nascimento também destacou o espírito coletivo do time: “A gente tem se ajudado muito aqui na VNL. Temos trabalhado em grupo e isso traz uma energia diferente para a equipe.”

Tainara foi a maior pontuadora da partida, com 14 pontos, seguida por Ana Cristina, com 13, e Julia Bergmann, com 11. Com a vitória por 3 sets a 0, a seleção segue invicta nesta semana da VNL em Brasília, acumulando três triunfos consecutivos — sobre Países Baixos, República Dominicana e agora a Bulgária.

O embalo chega em boa hora, já que amanhã o Brasil enfrenta a Itália, atual bicampeã, às 14h30, no jogo mais aguardado da semana. Julia Bergmann falou sobre as expectativas para o confronto: “Vai ser um jogo difícil, a gente já sabe. Muitas jogadoras novas, que a gente ainda não jogou contra. Então, muita novidade.”

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