O mês de novembro marcará o início de mais uma edição da Taça Cairo Santos, uma homenagem ao jogador de mesmo nome que representa o Distrito Federal na National Football League (NFL), a maior competição da modalidade no mundo. Essa será a sexta edição do evento, que antes se chamava Campeonato Candango de Futebol Americano, e que teve seu primeiro torneio no ano de 2014, porém, não teve sua realização por dois anos seguidos, em 2017 e 2018.
Em cinco edições, três times foram campeões: o Leões de Judá, que hoje tem parceria com a equipe do Gama, e o Tubarões do Cerrado são os maiores vencedores, com duas conquistas cada, enquanto o Brasília V8 tem um título, o primeiro da competição.
Desde 2019, para englobar os times de Goiás, a Federação Brasiliense de Futebol Americano (FBFA) passou a se chamar Federação de Futebol Americano do Cerrado (FeFAC). No ano passado, a final contou com apenas duas equipes devido a pandemia do coronavírus no Distrito Federal: Gama Leões de Judá e Goiânia Rednecks. Foram dois jogos e, na soma dos placares, o Leões de Judá terminou como campeão.
A edição de 2021 tem, por enquanto, apenas três equipes confirmadas: Gama Leões de Judá, Goiânia Rednecks e Brasília V8. Segundo a FEFAC, mais um time ainda deve ser convidado. A polêmica neste ano está na realização do evento em meio à pandemia da covid-19, principalmente devido a variante Delta. Algumas equipes desistiram de participar por esse motivo.
Ainda não existe um local definido para a realização dos jogos, mas uma das possibilidades é o estádio Bezerrão, no Gama. Para entender ambos os lados, o DFSports+ ouviu o presidente e um jogador representante de equipes favoráveis e contrárias à realização do evento.
Contrários

O Tubarões do Cerrado, equipe tradicional do Distrito Federal, foi uma das equipes que optou por não participar da competição. A presidente Paula Chiarotti comentou o motivo da não participação na competição desse ano. “Decidimos não participar porque estávamos esperando que pelo menos 70% do nosso elenco estivesse imunizado para poder retomar os treinos de forma segura. Estamos planejando voltar em breve, mas não conseguiremos em tempo de poder participar da competição. Pensamos também na saúde dos atletas, então vamos voltando aos poucos, e ano que vem voltaremos a disputar as competições”, disse ela.

O Brasília Wizard foi outra equipe que resolveu não participar da Taça Cairo Santos neste ano. O Presidente Marcus Vinicius, o Mavir, falou sobre a desistência da equipe. “Optamos por não participar por vários motivos, mas o principal é a preocupação com a saúde de nossos atletas. A pandemia não está sobre controle, e a variante Delta nos preocupa bastante, vários atletas e diretores tiveram perdas para essa doença. Estaremos retomando os treinos aos poucos, com um rígido protocolo, que vai envolver a obrigação da comprovação de vacinação dos atletas, utilização de máscaras em tempo integral e treinos totalmente sem contato, entre outros”, explicou

Já o atleta Sangaletti, jogador de linha ofensiva do Tubarões do Cerrado, também falou sobre a não participação da equipe na competição, e relembrou sobre a morte recente de um dos seus jogadores, Ricardão. “A pandemia não acabou, e ainda temos a questão da variante Delta, que está forte. Não teremos todos vacinados com as duas doses em tempo de competir, e tivemos casos de reinfecção, mesmo em pessoas que estavam imunizadas após as duas doses. Pesa pra nós também a morte de um grande amigo, o Ricardão. Queremos voltar num ambiente totalmente seguro, e tendo contato o tempo todo durante o jogo, não teremos o controle necessário pra evitar uma possível infecção generalizada”, afirmou.
Favoráveis

O presidente do Gama Leões de Judá, Adalberto Corrêa, o Dadau, falou sobre a participação da equipe na competição, e acredita que todos protocolos serão cumpridos. “Vejo a realização dessa competição de uma forma natural, tendo em vista que várias outras competições estão acontecendo normalmente, como as Olímpiadas, por exemplo. Os protocolos serão cumpridos, assim como aconteceu no ano passado, com devida responsabilidade, pela FEFAC. Cada atleta é testado individualmente, e só é liberado para o jogo depois disso. Os exames acontecem na quinta, e na sexta já saberemos se ele poderá participar do jogo no fim de semana”, afirmou.

Já o wide receiver Ewandson, o B2, falou sobre a importância para os atletas da volta das competições oficiais. “Estamos vivendo sim um período muito delicado, e precisamos respeitar todas as normas que são exigidas pelas autoridades. Levando em conta a estrutura que temos, é fundamental pra nós, como atletas, ter de volta as competições, pois times que apenas ficam treinando acabam frequentemente se desmanchando. Assim como no ano passado, acredito que a competição desse ano seguirá todos os protocolos pra ocorrer de forma segura. Respeito quem não quer participar, mas a nossa obrigação é fomentar o esporte, para que possamos ter cada vez mais pessoas disputando a modalidade”, disse ele.
Pandemia no DF
Entre domingo (19) e segunda (20), o DF registrou mais de mil novos casos de covid-19. Entretanto, a capital federal tem um bom índice de vacinação, já tendo aplicado a primeira dose em 2.124.079 pessoas.
35,33% da população do Distrito Federal já está totalmente imunizada, com as duas doses ou a dose única. Além de eventos esportivos liberados com público, o Governador Ibaneis rocha (MDB) vem afrouxando diversas medidas.
“Até o ano de 2016, somente times do Distrito Federal participavam” Cara estude mais, pergunte mais, porque as equipes goianas já participavam antes mesmo dessa data!