Por Lucas Bolzan

Fotos: Facebook/Águias do Gama e Confederação Brasileira de Basquete de Cadeiras de Rodas

Sempre em alta no esporte do Distrito Federal, o basquete toma conta de boa parte da paixão em muitas pessoas na Capital Federal. Existem bastante exemplos como o clube Vizinhança, o antigo Universo, o Uniceub/Brasília (que infelizmente acabou sendo extinto), e agora o Cerrado Basquete, surgindo como esperança de ser uma das novas forças da modalidade em âmbito nacional.

Como sabemos, o esporte ultrapassa todas as barreiras e também proporciona a inclusão. É o caso do Águias do Gama, time de basquete em cadeira de rodas, formado na capital desde 2006. Com o lema de inserir pessoas com deficiência à sociedade por meio da maestria do esporte, o Águias surgiu por iniciativa da Associação de Deficientes do Gama e Entorno (ADGE) e tem o objetivo sempre de usar o basquete como valorização da vida.

Atleta do projeto Águias do Gama, o armador Mateus Braga, que está há sete anos no time, se sente feliz e realizado em participar da equipe, principalmente por haver uma parceria do Ministério Público com a ADGE para o time ser base de prestação de serviços sociais de delitos. “Temos associados carentes que, assim que a gente recebe doações dos apenados, esses que cometem algum delito e pagam através de cestas básicas, acabamos fazendo um trabalho de entrega desses mantimentos aos associados que precisam. Fazemos também empréstimos de cadeira de rodas para aqueles que não têm condição de comprar, entre outros fatores”, explicou.

Competições

Focados em querer enaltecer o projeto, o Águias já disputou cinco competições nacionais, cinco regionais e três distritais. Dentre essas disputas, conquistou um regional e foi vice-campeão da quarta divisão nacional. Em novembro, a equipe irá competir a sexta competição que engloba times do país inteiro, considerada a Terceira Divisão. Em parceria com o ICEP Brasil, o Águias do Gama estará reforçado e focado para colocar o Distrito Federal na segunda divisão do Brasil na modalidade. Inclusive, o treinador da equipe, Osterno, que joga no time, montou uma equipe com grandes chances de ser campeão.

Apoio

Mesmo sobrevivendo no esporte a mais de 10 anos, o Águias do Gama não tem nenhum apoio de patrocínios. Nos últimos tempos, a equipe fez parceria com o Ministério dos Esportes, que liberou cadeiras esportivas para os jogadores treinarem e jogarem. Em relação a bolas e uniformes, quem ajuda é a ADGE, que com a parceria dos jogadores conseguem os materiais.

Apesar de toda a burocracia, a equipe conquistou o mérito. Além da entrega das cadeiras, o Governo do Distrito Federal custeia algumas viagens das equipe através do programa Compete Brasília. Quando a parceria não acontece, alguns atletas tiram do próprio bolso para seguir o sonho de disputar as importantes competições. O Águias do Gama treina três vezes por semana no Centro Olímpico do Gama, das 20 às 22h.

Quem quiser acompanhar o trabalho e ajudar a equipe, basta acessar o facebook: https://www.facebook.com/basqueteaguiasdogama/

Basquete de cadeira de rodas em alta no DF

Além do Águias do Gama, o Distrito Federal tem várias equipes na modalidade que jogam torneios nacionais. A luta para colocar o DF na divisão principal é grande, mas semana passada acabou acontecendo. A equipe Candangos, levou o título do Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas da 2ª Divisão, em São Paulo, após vencer o time piauiense CBA 40 Graus por 71 a 57. Com o título, Brasília conseguiu a conquista de ter um time na divisão principal nacional do Basquete de Cadeira de Rodas.

One thought on “Em busca de visibilidade

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